sábado, 16 de abril de 2011

Orgulhosa? Eu?

Mafalda pensandoAo conversar ontem com uma amiga sobre um assunto que não é necessário comentar aqui ela proferiu a seguinte sentença a respeito do fato: “sabe o que acho? Que vocês são dois orgulhosos, isso sim”

Pois é, essa referência ao sentimento de orgulho foi o que me inspirou a comentar sobre isso nesse post, mas antes de mais nada vamos dá uma olhada no Wikipédia sobre essa palavrinha “orgulho”
Orgulho é um sentimento de satisfação pela capacidade ou realização ou um sentimento elevado de dignidade pessoal. Em Português a palavra Orgulho pode ser vista tanto como uma atitute positiva como negativa dependendo das circunstâncias. Assim, o termo "pode" ser empregado de manieira errada tanto como sinônimo de soberba e arrogância quanto para indicar dignidade ou brio...Algumas pessoas consideram que o orgulho para com os próprios feitos é um ato de justiça para consigo mesmo. Ele deve existir, como forma de elogiar a si próprio, dando forças para evoluir e conseguir uma evolução individual, rumo a um projeto de vida mais amplo e melhor. O orgulho em excesso pode se transformar em vaidade, ostentação, soberba, sendo visto apenas então como uma emoção negativa: a Arrogância.
Percebeu que a depender da forma como você usa e interpreta pode ser algo bom ou ruim? Para minha amiga eu sou orgulhosa porque sou difícil de voltar a atrás quando o assunto é minha relação com as pessoas, tipo assim se você me magoar e eu decidir não falar mais com você eu costumo cumprir e não volto a falar mesmo, ainda que a “raiva” passe um dia, é claro que tem suas raras exceções.

Não que eu seja uma pessoa difícil de perdoar, isso entra muito na questão “depende das circunstâncias”, cada caso é um caso, eu posso deixar meu orgulho ferido de lado se eu sentir que vai valer a pena, se eu perceber que a outra pessoa também busca e se esforça para que agente resolva aquela questão conflituosa, eu verifico se a pessoa realmente tem interesse que aquela situação se resolva porque as vezes o outro lado nem quer esquentar a cabeça com isso ou acha que nosso convívio não tem a menor importância, então pra que tentar resolver?

Não vou negar que essa questão é bem forte em mim, muitos dos que me conhecem já notaram esse lado meu que aparentemente pode ser encarado como rigidez ou egoísmo, mas pra mim tem muita lógica e sentido. Com isto quero dizer que aos olhos de algumas pessoas pode ser simples perdoar/aceitar/conviver com uma falta grave e passar por cima de tudo em nome da boa convivência, eu lhe diria que pra mim isso não é suficiente, eu costumo zelar pela minha paz interior e meu bem-estar com aquela pessoa, se vejo que nossa relação tem divergências e não se acha formas de resolver porque nenhum dos lados cede então que sentido tem continuar? Manter as aparências? Isso pra mim é falsidade, porque eu não consigo ver com naturalidade o fato de aceitar certas coisas dos outros, até as patadas, como sinal de respeito às ideias daquela pessoa, e meu amor próprio fica aonde nisso tudo? Se aquilo me incomoda e a pessoa não se importa porque devo insistir?

Pra mim isso não tem nada a ver com o “não aceitar as pessoas como são”, nem tão pouco com “o não aceitar que as pessoas não nos amam na mesma medida” não estamos falando disso, por favor, não confunda. O que estou querendo dizer é que não vejo como saudável você ficar mendigando amor e atenção das pessoas, não acho natural você ter que aceitar patadas e migalhas de alguém que nem se importa com você nem com o que você pensa sobre ela, sendo você irrelevante para aquela pessoa o que te motiva a continuar ali aceitando tudo mesmo que lhe incomode? Em nome de que? do amor? Carinho? Amizade? Olha eu já fiz muito isso, tentei administrar dessa forma e não deu certo, porque pra eu conseguir amar ou gostar de alguém eu preciso estar bem com essa pessoa, preciso que a pessoa seja agradável, que me entenda, que saiba falar o que pensa e saiba ouvir sem rotular ou deduzir de forma equivocada, que tenha maturidade e sensibilidade pra se colocar no lugar do outro e buscar um diálogo e não um confronto. Se ser orgulhosa é pensar assim, então eu sou e assumo.

Assumo também que sou um pouco egoísta assim como todo mundo é, veja esse post “o lado bom do egoísmo” que você vai entender melhor o que quero dizer. Perceba que se em algumas situações a vida lhe dá a opção de fazer escolhas porque não fazê-las baseadas em afinidades? Tá certo que não vamos amar nem gostar de todos de forma igual, mas não vejo pecado você ter um pouco de amor próprio e orgulho pra estar em paz com você mesmo convivendo com pessoas que realmente querem estar com você, zelam pela sua presença e se importam em ouvir o que você tem a dizer pra juntos colaborar pra uma relação mais harmoniosa e conseqüentemente feliz.

Portanto, eu sou orgulhosa, mais até do que eu gostaria ou deveria ser. Entretanto, quanto às medidas e/ou limites disso, com o tempo eu posso aprender a melhorar.

Acredito que posso sim exercer o direito de ser justa comigo mesma que é bem diferente de soberba, arrogância ou vaidade, é na realidade a confirmação de meu amor próprio e respeito aos meus valores. Esse é o meu orgulho.

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